CONGA, A "BERDADEIRA" CASA DAS BIFANAS
A bifana da conga é uma mistura de aromas e paladares. Uma simbiose de temperos que funciona extraordinariamente bem. A
carne, previamente temperada, emerge no molho picante e suculento
(verdadeiro segredo do sucesso da Conga) e com uma fervura rápida,
torna-se numa verdadeira iguaria.
O seu paladar único e genuíno
entranha-se no palato do cliente acompanhando-o numa degustação
prolongada, muito para lá do fim da refeição.
Mas, estes sabores não são exclusivos da bifana. Também as codornizes, os cachorros e as papas são membros deste grupo elitista de sabores.
A HISTÓRIA DA CONGA
Foi em 28 de Fevereiro de 1976 que Manuel José de Oliveira e
Efigénia F. Fidalgo de Oliveira fizeram o contrato-promessa para
adquirir a Conga.
E, a 30 de Maio de 1976 fez-se o registo. Aquilo que era uma
pastelaria até então, sofreu uma revolução e tornou-se numa casa de
referencia no Porto e conhecida no País inteiro. Bifanas e codornizes
foram uma criação dos novos proprietários e que rapidamente obtiveram
sucesso. Foi tão grande o sucesso que logo no primeiro dia a casa abriu
ao meio-dia e fechou às 15h por ter esgotado o pão. No segundo dia,
esgotou a carne. É preciso ver que, então, não havia máquinas para nada:
havia que cortar a carne à faca (anos mais tarde, comprou-se uma
máquina de cortar fiambre que passou a ser um utensílio importante para
cortar a carne. Aliás, essa máquina está exposta na nova Conga
juntamente com uma das primeiras máquinas registadoras.); O pão era
cortado à faca às 6 da manhã, a louça era toda lavada à mão, não havia
descascadoras de batata, enfim tudo era mais difícil.
Alguns anos mais tarde e sempre com o intuito de inovar, o sr. Oliveira
lembrou-se de acrescentar outra iguaria. Foi a Espanha, mais
precisamente a Vigo, e adquiriu uma máquina de fazer cachorros (ainda
hoje funciona).
Implementou o cachorro à Conga com a salsicha, o
fiambrino e a respetiva bifana por cima. É bom lembrar que na altura
ainda havia fronteiras e trazer para Portugal uma máquina daquelas
criava uma certa tensão nas alfândegas.
Mas correu bem e os
cachorros à Conga ainda perduram. Mais tarde, introduziu-se as papas de
sarrabulho feitas com o molho das bifanas. Outro sucesso. Aliás, o molho
das bifanas é uma verdadeira iguaria pois a maioria dos clientes pede-o
nas papas, na sopa e agora até no caldo verde.
A FILOSOFIA DA CASA
Agora, a casa está numa outra fase. Expansão, inovação, trabalho, rigor,
qualidade. Tudo desideratos que fizeram parte da história da Conga.
Predicados que vão continuar a acompanhá-los nesta nova etapa. Estagnar
não faz parte do seu vocabulário. Daí, o investimento feito com o
intuito de criar condições para que os clientes se sintam cada
vez mais confortáveis. Por outras palavras, em casa!
Vai ser uma aposta forte nos produtos que os trouxeram até aqui, mas
vão incluir novos pratos na sua lista. Uma vantagem para os muitos
frequentadores da baixa portuense que poderão usufruir de uma ementa
mais alargada, apesar de praticamente circunscrita a pratos típicos da
cidade do Porto. A Conga é e será uma casa visitada por vários quadrantes
da sociedade portuguesa.
Sejam então bem-vindos ao novo mundo da "Conga".
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